O tempo escorre pelas mãos. E não há tempo que volte.
Quando me dou conta, passaram-se meses. Anos.
Os anos voam.
É inacreditável a rapidez com que os anos voam.
E quando tento me lembrar de como as coisas eram alguns anos atrás,
percebo como a vida nos molda.
E, por outro lado, como não mudamos nada.
Somos a criança medrosa, que sonha com futuros que talvez nunca irão chegar.
Mas também somos a responsabilidade que admirávamos nos mais velhos,
e que hoje gostariamos de abandonar.
Assim, caio novamente nessa complexidade de contrastes.
E percebo que nunca seremos um extremo.
Talvez não.
A única verdade deste texto, talvez,
é de que o tempo nos escorre.
E não há tempo que volte.




