quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Não confie em quem não acredita em mudanças,
nem em quem é mutável demais.
Não se subestime a ponto de achar que todos são melhores que você,
e nem se estime a ponto de achar que é o maioral.
Busque o equilíbrio.
Não fique se cobrando demais.
Não relaxe demais.
Pare de achar que você tem todos os problemas do mundo.
Mas tenha consciência de que problemas existem.
Procure a felicidade dentro de você.
Faça o que tem vontade,
mas não se esqueça do que é necessário ser feito.
Volte a ser criança.
Ria de você mesmo!
Abra a janela para novos rostos,
mas nunca esqueça dos velhos.
Aprenda a amar sem esperar nada em troca.
E que o amor é decisão.
Escolha viver.
Isso é a vida.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Reunindo todas as suas forças,
como se relutasse contra sua própria alma,
levantou-se e andou em direção à uma das portas.
Nos primeiros passos,
percebeu que as velhas dores o acompanhavam.
Entretanto, ao passar pela porta,
era como se o ar novo entrasse em seus pulmões
trazendo nova vida para seus órgãos.
E percebeu que ia sendo despido de suas antigas roupas,
que ficavam jogadas pelo caminho por onde passava.
No lugar delas,
novas roupas iam aparecendo,
e ele tinha certeza de que
dali em diante,
tudo seria realmente diferente.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quando se deu conta,
estava novamente naquele quarto escuro.
Não havia porta ou janela.
Era somente ele ali, sentado naquela cadeira dura.
Sozinho.
O ar pesado trazia uma mistura de sensações.
Deixava-se levar pelo torpor,
deliciando-se com a amnésia temporária.
Já não conseguia distinguir seus sentimentos.
E tentava, com os olhos fechados,
fugir dali de alguma forma.
De repente, abriu os olhos e viu duas portas idênticas,
que se abriam como duas bocas famintas.
Ficou ali por alguns instantes olhando-as.
Surpreendeu-se, então, ao perceber que
ter aquelas duas portas era um martírio quase
maior do que não tê-las.
E, acovardando-se, esperou ali,
desejando que o destino se encarregasse de
abrir a porta correta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ele tinha a consciência de que vivia de fases.
E talvez, estava se acostumando com isso.
Cada fase deixava um quadro em sua parede de saudades.
E cada nova fase, trazia uma esperança tola
de que as coisas seriam diferentes.
Hoje porém, vivia uma fase neutra.
Uma fase em que não existiam saudades ou espera.
Uma fase de muitos caminhos e poucas escolhas.
De decidir por onde ir, quem seguir,
e com o que se importar.
De aprender o valor da simplicidade,
e de escutar seus sentimentos.
Uma fase que, talvez,
não acabaria tão cedo.

sábado, 17 de outubro de 2009

Mais um dia tinha começado.
E não era um dia comum.
Ele não estava com cabeça pra rotina.
Queria sair pela rua,
Gritar aquela musica enquanto
a ouvia no fone de ouvido,
respirar o ar da manhã
e sentir o sol em seu rosto.
Entretanto, nada disso aconteceu.
A chuva tinha outros planos.
E ele, sem escolha, viveu sua rotina
esperando que o amanhã fosse melhor.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

o Sol que refletia na janela o acordou.
Decidiu que iria correr no parque,
pra aproveitar o dia que nascia.
Ao chegar na sala, foi surpreendido por sua irmã:
- Vai com essa camiseta velha onde?
- Correr.
- Nossa, porque você não veste uma mais normal?
- Normal?
- É coloca outra. Essa não deu.
Ignorando a irmã, saiu de casa com a camisa "anormal".
Ao chegar no parque,
sentou em um banco em frente ao rio, pensativo.
Não que a crítica à sua camiseta o deixara triste.
Mas, o fez pensar no que é ser normal.
E, depois de algum tempo ali,
entendeu que normal
era ser, exatamente, ele.
Nem menos, nem mais.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

É com o tempo que vamos aprendendo as coisas.
O tempo nos permite ter experiências,
viver emoções, conhecer pessoas.
E ai, um dia aprendemos
que não há nada mais importante que a família.
Não existe nada que pague ou apague este amor.
Descobrimos que nos queixamos de tanta coisa desnecessária,
e que o que mais importa está ao nosso lado,
todos os dias, nos vendo dormir e acordar.
Nos mostrando o caminho, e seguindo juntamente nele.
Nos abraçando sem esperar nada em troca.
Sendo um só neste laço eterno que nunca irá quebrar.