
Este texto não é um epitáfio do ano que acabou.
A vida caminha de maneira imprevisível
e a análise dos caminhos percorridos é feita em movimento.
Não há tempo de parar e rever nossos atos.
O tempo não para.
Ao terminar a leitura deste texto, você já não será o mesmo.
Assim como não é o mesmo desde que acordou esta manhã.
Tão pouco, não é mais aquele que fez promessas no início deste ano.
Subidas, tropeços, quedas e começos.
Em momentos assim, percebemos que somos uma constante soma.
Soma de sentimentos e razão.
Objetivos e vontades.
E o "talvez" se faz constante.
E ai percebemos que, apesar de agora parecer ter sido rápido,
muita coisa acontece durante um ano.
Conhecemos e reconhecemos muita gente.
Entendemos que certas coisas valem a pena.
Outras não.
Algumas coisas que nos eram essenciais
agora já nem são lembradas.
As preocupações que temos hoje,
ao final do próximo ano, talvez, também estarão esquecidas.
Assim como esta pessoa que somos agora.
E assim, em meio a este eterno contraste de sentimentos,
novamente um novo ano se inicia.
Você não precisa pular ondas ou comer sementes.
Pode até o fazer se isto te deixa feliz.
Entretanto, na primeira dificuldade você não se lembrará disso.
Promessas e pedidos de felicidade eterna são insanas.
Sua felicidade não depende do que você faz no momento em que o relógio zera.
Mas sim, dos seus atos durante todos os outros dias do ano.
Como já disse, este texto, não é um epitáfio do ano que acabou.
É apenas um lembrete:
Um novo ano se inicia.
Enfrente-o!